Vera Mota

Vera Mota (Porto, 1982) é licenciada em Artes Plásticas – Escultura (2000-2005) e Mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas (2006-2008), pela Faculdade de Belas Artes – Universidade do Porto. Vive e trabalha no Porto.

A sua prática artística revela-se sobretudo através da escultura, desenho e performance, usufruindo da amplitude e permeabilidade que estas disciplinas oferecem. Com apresentações públicas regulares desde 2005, o seu trabalho convoca uma forte componente material, num processo em que o seu corpo se afirma como agente quase sempre indispensável. A performance surge assim como meio de produção, de composição, ou mesmo de encenação, promovendo e equacionando a participação do corpo enquanto metodologia generativa e eixo para formulações conceptuais.

Recorrendo a um largo espectro de materiais – mármore, ferro, bronze, tecidos, couro, vidro, papel – em esculturas estanques e de larga escala, bem como instalações de carácter transitório, deixa sobressair as propriedades destas matérias, cujas especificidades acabam por ser determinantes para definir a expressão que as obras assumem. Na escultura como no desenho, este corpo actuante, imprime os seus gestos e trânsitos.

Mais recentemente, e mantendo-se em torno das políticas do corpo, o seu trabalho apresenta um animismo escultórico que reclama outras perspetivas de corpo, outros corpos e materialidades, procurando encenar processos de transfiguração, desclassificação de funções e transferência entre corpos orgânicos e inorgânicos, geológicos e biológicos, de que são exemplo as suas mais recentes exposições individuais, nomeadamente “SEM CORPO/ DISEMBODIED” (Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto).

No âmbito de exposições e programas de performance, o seu trabalho foi ainda apresentado na Galeria Municipal do Porto; MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas; Matadero (Madrid, Espanha); Ireland’s Biennial (Limerick, Irlanda) e SESC (São Paulo, Brasil); entre outros.

A sua obra integra importantes coleções como a Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português – CACE; a Coleção da Fundação Serralves; a Coleção PLMJ; a Coleção António Cachola – MACE; Coleção Ilídio Pinho e Centro de Arte Oliva – Coleção Norlinda e José Lima.

 

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